Sábado, 12 de Junho de 2021
Postado em: 01/04/21

Abril Azul: mês dedicado à conscientização do Autismo




O mês de Abril, mais especificamente o dia 02/04, foi escolhido pela Organização Mundial da Saúde para dar maior visibilidade ao transtorno, que é pouco conhecido pela população.

O autismo, que tem como nome oficial Transtorno do Espectro Autista, é um transtorno global do desenvolvimento, que afeta principalmente a comunicação e a interação social. Nos sub casos mais graves, há também comprometimento cognitivo.

A literatura médica aponta que o autismo se manifesta de mais de uma forma. No ano de 2013, na última edição do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, conhecido como DSM 5, todas as manifestações, que anteriormente faziam parte dos transtornos globais de desenvolvimento, passaram a ter o diagnóstico de transtorno do espectro autista - TEA. Hoje, os "tipos" de autismo estão relacionados com a gravidade de sua manifestação.

Como o autismo era dividido até 2012:

- Autismo Clássico: Costuma ser diagnosticado antes dos 3 anos, apresenta atraso no desenvolvimento da linguagem (verbal e não-verbal), falta de contato com olhos e comportamentos repetitivos;
- Síndrome de Asperger: Forma mais leve de manifestação do autismo, se diferencia por não apresentar atraso na linguagem, são extremamente obsessivos por um objeto ou assunto e normalmente apresentam inteligência acima da média.
- Transtorno Invasivo do Desenvolvimento: Envolve alguns, mas não todos os sinais do autismo clássico. Os sintomas são bastante variados.
- Transtorno Desintegrativo da Infância: considerado o mais grave entre os tipos de autismo. No geral, a criança apresenta um desenvolvimento dentro do padrão para a idade, porém, entre 2 e 4 anos perde suas capacidades sociais e de linguagem, sem conseguir recuperá-las.

É importante lembrarmos que o autismo não é uma doença e sim um transtorno. Até hoje, o autismo não possui causas específicas totalmente conhecidas. Embora não exista um gene específico que cause o autismo, há evidências de que haja uma predisposição genética que, associada a diversos outros fatores podem levar a criança a desencadear o transtorno.

São muitos os sinais que podem indicar que a criança está desenvolvendo um transtorno do espectro autista. Alguns deles são:

- Bebê que não faz contato visual;
- Criança não atende quando é chamada pelo nome;
- Atraso no desenvolvimento da linguagem (verbal e não verbal);
- Atraso no desenvolvimento motor
- Interação social ausente;
- Alta tolerância à dor
- Não entende a brincadeira de faz-de-conta

Embora não haja uma cura para o autismo, o tratamento multidisciplinar pode auxiliar na melhora da comunicação, da interação social e possíveis outras condições associadas, além de melhora nas capacidades de aprendizagem. A equipe normalmente é composta por médico, fisioterapeuta, fonoaudiólogo, psicólogo, terapeuta ocupacional, pedagogo. É importante ter o cuidado de não sobrecarregar a criança em diversas atividades.


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